Informações para pais e educadores
Header

Fotografia e uma mãe lendo para seus filhosLer para crianças é algo fundamental para o desenvolvimento da linguagem, da fala e da leitura. Abaixo compilo um trecho da tradução do artigo “Ten Things to Do with Your Child Before Age Ten”, escrito por Harvey e Laurie Bluedorn. São algumas dicas para quem quer colocar em prática a leitura em voz alta em casa, que pode ser, inclusive, uma atividade para se fazer com toda a família. O texto fala em duas horas diárias de leitura, mas no texto em inglês, mais completo, os autores fazem a ressalva de que esse tempo pode (e deve) ser dividido ao longo do dia. Enfim, se não der para os pais lerem o total de duas horas, que façam o possível para ler o máximo de tempo que puderem.

“Ao ler em voz alta para o seu filho, você ensina a ele o som das palavras e desenvolve o seu vocabulário enquanto aumenta o seu entendimento do mundo e desenvolve a sua imaginação. Sugerimos que você leia para o seu filho por pelo menos duas horas por dia. Leia a partir de uma boa variedade de literatura de qualidade: biografias e ficção histórica. Inclua livros de ciências, geografia, artes, música e história.

Três “Nãos”:

  1. Não tenha medo de ler livros com capítulos longos para os seus filhos. Uma criança de cinco anos é capaz de prestar atenção e de entender muito de livros como A Ilha do Tesouro e Viagem ao Centro da Terra.
  2. Não perca seu tempo lendo livros do tipo “fast-food”, como os do Babysitter Club [Clube da Babá] ou Nancy Drew.
  3. Não exija que seus filhos fiquem absolutamente quietos, sentados na cadeira enquanto você lê.

A maioria das crianças ouve muito melhor se estiver fazendo algo com as mãos. Nós permitíamos às nossas crianças brincar calmamente com seus brinquedos ou fazer algum trabalho manual ou desenhar ou qualquer coisa parecida enquanto líamos em voz alta, desde que não se distraíssem ou interrompessem.”

Sobre a verdadeira educação

20 de março de 2012 | Publicado por Mariana em Mensagem da Semana - (0 Comentário)

 Se perguntamos aos pais que vão fazer do filho, respondem-nos que médico, engenheiro ou advogado. Ninguém se lembra de fazer dele um homem – e homens é que nós somos. “Tornar-nos o que somos”, disse Píndaro. Então, tornar-nos homens é o essencial: tudo mais é acréscimo, por importante que seja.

(…)

Êste, o verdadeiro conceito do homem e da vida. É por êle e nêle que temos de educar. Neste rumo caminharemos; neste rumo faremos caminhar os que a Providência Divina confia a nossos cuidados. Podemos resumir nossa orientação educacional nesta síntese magistral:

“Cuidar do corpo para servir à alma; cuidar da inteligência para servir à vontade; cuidar da vontade para servir a Deus.”

Ou nesta fórmula mais rápida e mais forte:

“Tudo para a criança, e a criança para Deus.”

Aqui temos o único rumo digno de uma verdadeira educação.

A educação dos filhos – Mons. Álvaro Negromonte

No curso desses nove meses de pré-educação, que a jovem mãe sempre repita: posso ajudar meu filho a tornar-se o que ele deve ser, sendo-o eu mesma; posso ajudar meu filho a ser calmo, permanecendo calma; a ser sorridente, tendo eu o sorriso; a ser forte, sendo eu corajosa; a ser puro, afastando eu todo devaneio malsão; a ser bom, sendo eu benevolente para todos.

A Arte de Educar as Crianças de Hoje – Pe. G. Courtois

Um artigo muito esclarecedor sobre a maneira correta de se elogiar é o Elogie do jeito certo, do psicólogo, professor de Matemática e mestre em Educação, Marcos Meier. Ele enfatiza a importância de se elogiar ações que reforçam um bom comportamento e não meras superficialidades. Leia também o post “Como elogiar as crianças corretamente”.

Fotografia de criança estudando

Neste vídeo o pediatra e pesquisador Dimitri Christakis mostra como estímulos excessivos de programas de televisão e animações são prejudiciais principalmente durante o período crítico de desenvolvimento cerebral da criança. Ele diz que, de acordo com suas pesquisas, em 1970 a idade média na qual uma criança começava a assistir à televisão era de 4 anos e hoje em dia é de apenas 4 meses. Além disso, a quantidade de TV por dia também é alarmante: uma média de 4 horas e meia para crianças com menos de 5 anos de idade. Christakis mostra que a exposição às rápidas mudanças de imagens nos programas televisivos pré-condicionam a mente a esperar altos níveis de estimulação, o que gera falta de atenção mais tarde. No entanto, Dimitri Christakis defende em seu livro (The Elephant in the Living Room) o uso da televisão de forma benéfica, através de programas educativos. Portanto, irei posteriormente publicar aqui no blog sobre o Neil Postman, que fez uma crítica aos programas que se dizem educativos e ao “estilo televisivo de aprendizado”.

(Para assistir com legendas, use as ferramentas “transcrever áudio” e “traduzir legendas” do Youtube, disponíveis na barra de comando do vídeo).

Neste vídeo Margarita Noyes fala sobre os problemas causados pela televisão na educação de crianças, conta como foi a experiência de sua família ( já que nunca teve uma TV em casa) e dá alternativas de atividades para os filhos daqueles pais que decidam se livrar de suas televisões.