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Sobre a arte de brincar

5 de julho de 2012 | Publicado por Mariana em Mensagem da Semana - (0 Comentário)

Menina soprando bolha de sabão

Para a criança, o ato de brincar representa o mesmo que, para um adulto, o ato de trabalhar. Para podermos trabalhar, devemos ter horários, metas, programas, descanso, e da mesma forma a criança também deve ter as suas brincadeiras respeitadas pelos adultos. É preciso ter a delicadeza de avisá-la com antecedência: “Está chegando a hora do banho” – ou de qualquer outra atividade: escola, almoço, etc. –, para que tenha tempo de organizar-se, de pôr os brinquedinhos “para descansar”… É preciso evitar atitudes bruscas, intempestivas, por estarmos com pressa ou porque decidimos outra coisa, pois isso deixa a criança insegura, inquieta, chorosa.

 Brincar confunde-se, particularmente para as crianças de até seis anos, com a própria vida. É através de jogos e brincadeiras que elas vão aprendendo as primeiras noções de cooperação, de espírito de equipe, os deveres e direitos pessoais e alheios, a sociabilidade e, fundamentalmente, a estruturação do ego, que se vai fortificando porque a criança cria, imagina, define o que quer ser e expande a própria personalidade. Além disso, ao brincar com outros, vai vivenciando o que é competir, perder, ganhar. Para a criança, brincar jamais será perder tempo!

(…) Se brincar é fundamental, não o são tanto os brinquedos em si, especialmente aqueles fantásticos, de “última geração”, que os pais fazem questão de não deixar de comprar, embora à custa de qualquer sacrifício, e que depois tantas vezes são utilizados apenas como enfeites intocáveis ou, ao contrário, destruídos logo depois de abertos. É melhor, na maioria das vezes, deixar que sejam as próprias crianças a criar os seus brinquedos.

Deixe os seus filhos à vontade com material suficiente para criarem. Você se lembra de guardar o material que talvez pensasse em pôr no lixo para as atividades e folguedos? Carretéis vazios, restos de lã e de linhas coloridas, tampinhas de garrafas, revistas coloridas usadas, continhas, vidrilhos, botões em desuso, um pouco de cola (aquela que se faz com água e arroz cozido), palitos de fósforo usados, cordões, barbantes… Que festa para a criançada! E que não fiquem esquecidos os cabos de vassoura, eternos cavalinhos de pau, as marionetes de pano, os fantoches que divertem, estimulam a imaginação e criam deliciosas histórias. Quantas agradáveis surpresas virão! E, para as crianças, construir algo com as próprias mãos entretém mais, além de preparar a inteligência e a vontade, de treinar a perseverança e a tenacidade, esse saber começar e recomeçar tão necessário à vida.

Trechos do artigo “Da arte de brincar…”, de Mannoun Chimelli.

No artigo abaixo, Michael Smith, presidente da Home School Legal Defense Association (HSLDA), apresenta pesquisas que foram realizadas nos EUA e no Canadá e que comprovam que a socialização das crianças educadas em casa de fato não é um problema, ao contrário do que as pessoas contrárias à Educação Domiciliar insistem em alegar.

Fotografia de crianças

Educação em casa: socialização não é um problema – por Michael Smith

(Original no site The Washington Times)

Tradução: Mariana Discacciati

Uma das mais persistentes críticas à educação domiciliar é a acusação de que pessoas educadas em casa não serão capazes de participar plenamente na sociedade por faltar-lhes a “socialização”. É um desafio que atinge diretamente o coração da educação domiciliar, porque se uma criança não é devidamente socializada, como ela será capaz de contribuir com a sociedade?

Desde a reemergência do movimento de educação domiciliar no final da década de 1970, os críticos da educação em casa têm perpetuado dois mitos. O primeiro diz respeito à habilidade dos pais de ensinarem adequadamente os seus filhos em casa; o segundo se as crianças educadas em casa serão bem ajustadas socialmente.

Provar o sucesso acadêmico é relativamente simples. Hoje é aceito que crianças educadas em casa, em média, superam seus colegas da escola pública. O mais recente estudo, “Homeschool Progress Report 2009” (Relatório do Progresso da Educação Domiciliar 2009), conduzido por Brian Ray, do National Home Education Research Institute (Instituto Nacional de Pesquisa da Educação Domiciliar), pesquisou mais de 11.000 estudantes educados em casa. Foi mostrado que o estudante médio educado em casa marcou 37 por cento a mais em testes de desempenho padronizados, em relação ao estudante médio da escola pública.

O segundo mito, no entanto, é mais difícil de tratar, porque as crianças que em número considerável foram educadas em casa no final da década de 1980 e início dos anos 90, apenas agora estão chegando à idade e à posição de demonstrarem se foram bem sucedidas como adultas.

As famílias que educam em casa em todo o país sabem que as críticas sobre socialização adequada são infundadas – elas veem as evidências em suas próprias casas. Para em parte resolver essa questão a partir da perspectiva de uma pesquisa, a Home School Defense Association (Associação para Defesa da Educação Domiciliar) comissionou um estudo em 2003 intitulado “Homeschooling Grows Up” (Educação Domiciliar Cresce), conduzido pelo Sr. Ray, para descobrir como as pessoas educadas em casa estavam se saindo como adultas. As notícias foram boas para a Educação Domiciliar. Em todas as áreas da vida, desde a obtenção de emprego, a estar satisfeito com sua educação em casa, a participar das atividades da comunidade, a votar, os adultos que haviam sido educados em casa eram mais ativos e envolvidos que seus colegas que haviam estudado nas escolas públicas.

Até recentemente, “Homeschooling Grows Up” era o único estudo que tratava da socialização de adultos educados em casa. Agora temos um novo estudo longitudinal chamado “Fifteen Years Later: Home-Educated Canadian Adults” (Quinze Anos Depois: Adultos Canadenses Educados em Casa). Este estudo pesquisou estudantes educados em casa cujos pais participaram em um estudo abrangente sobre Educação Domiciliar em 1994. O estudo comparou as pessoas educadas em casa que são hoje adultas com seus pares. Os resultados são espantosos.

Quando comparados a canadenses médios de idades entre 15 e 34 anos, os adultos canadenses educados em casa e de idades entre 15 e 34 anos se mostraram mais socialmente engajados (69 por cento participavam de atividades organizadas ao menos uma vez por semana, comparados a 48 por cento da população comparável). O rendimento médio das pessoas que haviam sido educadas em casa também era maior, mas talvez o mais significativo fosse que, considerando os 11 por cento de canadenses entre 15 e 34 anos dependentes de auxílios do governo, não havia nenhum caso de suporte governamental como fonte de renda primária para as pessoas educadas em casa. Os adultos educados em casa também eram mais felizes; 67,3 por cento descreveram a si mesmos como muito felizes, comparados a 43,8 por cento da população em comparação. Quase todos os adultos educados em casa – 96 por cento – achavam que a Educação Domiciliar havia os preparado bem para a vida.

Este novo estudo deve fazer com que muitos críticos repensem sua posição sobre a questão da socialização. Os adultos educados em casa não são apenas ativamente engajados na vida civil, como também estão sendo bem sucedidos em todas as esferas da vida. Muitos críticos acreditam, e alguns pais temem, que os estudantes educados em casa não serão capazes de competir no mercado de trabalho. Mas o novo estudo mostra que os jovens educados em casa são encontrados numa ampla variedade de profissões. Ser educado em casa não tem fechado as portas para as escolhas de carreira.

Os resultados são um grande encorajamento a todas as famílias que educam em casa e aos pensamentos dos pais sobre Educação Domiciliar. Os estudantes educados em casa, tipicamente identificados como bem sucedidos academicamente, também mostram ter êxito socialmente.

Tanto o “Homeschooling Grows Up” como o “Fifteen Years Later” demonstram amplamente que os jovens educados em casa graduados são ativos, envolvidos, cidadãos produtivos. As famílias que educam em casa estão liderando a educação americana e canadense, e este novo estudo claramente demonstra que os pais que educam em casa estão no caminho certo.

Fotografia de Roger Scruton

Em um post anterior publiquei um trecho de uma entrevista onde o filósofo Olavo de Carvalho fala sobre a importância, ainda durante os anos da infância, da educação da imaginação e do sentimento através da arte e da religião. Eis aí algo muitíssimo importante e que de forma alguma pode ser negligenciado pelos pais na educação dos seus filhos.

Vivemos numa época onde as pessoas esqueceram-se de que existem sim Bem e Mal e coisas que são melhores ou piores que outras, onde a melodia de “Ai, se eu te pego” é entoada por crianças que mal saíram das fraldas, onde se ensina nas escolas que uma família com duas “mamães” é tão natural quanto uma família com um pai e uma mãe, onde professores de arte pensam fazer um bom trabalho ao ensinar a criancinhas que um “ready-made”, como o famoso mictório de Duchamp, tem tanto valor quanto a Mona Lisa. Este estado das coisas nos mostra que hoje, mais do que nunca, é fundamental que os pais estejam alertas e saibam proteger seus pequenos deste tipo de influência depressiva e degradante e busquem os instrumentos e conhecimentos necessários para formar bem o imaginário dos seus filhos.

Valores transcendentes como a beleza, a bondade e a verdade dão sentido às nossas vidas. Através de experiências como a da contemplação de uma bela paisagem, uma grande obra de arte, ou uma sublime peça musical, conseguimos elevar nossas almas para estarmos mais próximos de Deus. Essas experiências marcam nossas vidas: nossa maneira de ser, nossas posturas e atitudes, nossas reações emocionais. Sobre este assunto, eis o que escreveu Olavo de Carvalho, no texto Apeirokalia:

“[Apeirokalia] quer dizer simplesmente “falta de experiência das coisas mais belas”. Sob esse termo, entendia-se que o indivíduo que fosse privado, durante as etapas decisivas de sua formação, de certas experiências interiores que despertassem nele a ânsia do belo, do bem e do verdadeiro, jamais poderia compreender as conversações dos sábios, por mais que se adestrasse nas ciências, nas letras e na retórica. Platão diria que esse homem é o prisioneiro da caverna. Aristóteles, em linguagem mais técnica, dizia que os ritos não têm por finalidade transmitir aos homens um ensinamento definido, mas deixar em suas almas uma profunda impressão. Quem conhece a importância decisiva que Aristóteles atribui às impressões imaginativas, entende a gravidade extrema do que ele quer dizer: essas impressões profundas exercem na alma um impacto iluminante e estruturador. Na ausência delas, a inteligência fica patinando em falso sobre a multidão dos dados sensíveis, sem captar neles o nexo simbólico que, fazendo a ponte entre as abstrações e a realidade, não deixa que nossos raciocínios se dispersem numa combinatória alucinante de silogismos vazios, expressões pedantes da impotência de conhecer”.

O documentário “Por que a beleza importa”, de Roger Scruton, apresenta sábios argumentos e reflexões que também justificam a importância do belo em nossas vidas. Não deixem de assistir e pensar em como podem nutrir esse valor nas vidas dos seus filhos. Em posts futuros tentarei escrever um pouco mais sobre este assunto.

Por que a Beleza Importa (Why Beauty Matters). Legendado from O Godzilla on Vimeo.

Trechos do documentário:

“Quero persuadi-lo de que a beleza importa, de que não é somente algo subjetivo, mas uma necessidade universal do ser humano. Se ignorarmos esta necessidade, nos encontramos em um deserto espiritual”.

“Os grandes artistas do passado estavam cientes de que a vida humana é cheia de caos e sofrimento. Mas eles tinham um remédio para isto, e o nome desde remédio, era beleza”.

“Desde o começo da civilização ocidental, poetas e filósofos viram a experiência da beleza como uma aproximação com o divino. Platão, escrevendo em Atenas no séc. IV a.C., argumentou que a beleza é o sinal de uma outra ordem, superior. ‘Contemplando a beleza com os olhos da mente, ele escreveu, você será capaz de nutrir a verdadeira virtude e se tornar amigo de Deus'”.

“A arte tem a habilidade de redimir a vida, encontrando beleza até nos piores aspectos dela”.

“Através da busca da beleza, modelamos  o mundo como um lar e fazendo-o, amplificamos nossas alegrias e encontramos consolo para nossas tristezas. Arte e música irradiam significado para a vida cotidiana, e através delas, nos tornamos capazes de enfrentar as coisas que nos preocupam e encontramos consolo e paz em suas presenças”.

No programa 18 do Margarita Noyes on Homeschooling, a professora Margarita Noyes mencionou o livro Slow and Steady Get me Ready, escrito por June R. Oberlander (mãe, avó e professora aposentada de jardim de infância com 22 anos de experiência em escolas públicas e particulares). É um livro bastante usado pelas famílias que educam em casa nos EUA e indicado também pela Susan Wise Bauer no The Well-Trained Mind, livro que já mencionei aqui no blog algumas vezes (vejam os posts aqui e aqui). Para quem consegue ler inglês, o “Slow and Steady Get me Ready” é um grande auxílio para o desenvolvimento das habilidades que toda criança em idade pré escolar deveria dominar. Contém a explicação e objetivos de muitas atividades para os pais fazerem com os seus filhos desde o seu nascimento até os 5 anos de idade, sendo uma atividade por semana. Abaixo, segue uma tradução que fiz de um pequeno trecho do livro, a introdução da primeira parte (“Nascimento – 1 ano de idade”):

Os educadores estão começando a acreditar que a estimulação consistente e que se inicia bem cedo é muito importante para o desenvolvimento de uma criança. Seu bebê irá amadurecer eventualmente e será capaz de realizar as atividades de habilidades básicas sugeridas e apresentadas neste livro. No entanto, se seu bebê parecer não responder (não estar pronto) às atividades sugeridas, tente novamente todos os dias. Seja coerente e tenha consciência de que bebês não são como relógios. Eles se desenvolvem em ritmos diferentes e não necessariamente nas mesmas áreas e nas mesmas idades.

Por outro lado, seu bebê pode mostrar sinais de respostas (estar pronto) às atividades de habilidades mais cedo do que a época que sugerimos. Está bem introduzir atividades de habilidades que sejam um pouco mais avançadas, mas ir muito adiante pode não ser a melhor coisa para o seu bebê. Indo muito adiante, seu bebê pode perder habilidades básicas que poderiam ser a fundação para as futuras atividades para seu desenvolvimento.

Pesquisas confirmaram que bebês nascem com bilhões de células cerebrais, muito mais do que eles têm ao completar três anos e quase o dobro do que têm quando chegam à fase adulta.

Promover as habilidades domésticas básicas no tempo certo é essencial para maximizar o potencial de aprendizado de uma criança.

Pense no cérebro de uma criança como sendo um computador. Ele organiza e armazena informação.

A repetição de atividades é muito vantajosa. Quanto mais um bebê repete uma atividade, mais seguro e receptivo ele será. Esta é a fundação para o aprendizado do bebê. Isto se chama aprendizagem mecânica. Os processos de pensamento, raciocínio e associação de uma criancinha são muito imaturos. A aprendizagem mecânica irá ajudar no desenvolvimento dessas habilidades até seu potencial máximo.

As atividades para o desenvolvimento de habilidades desta seção são feitas para ajudar no desenvolvimento do pensamento, raciocínio e associação. A chave para o aprendizado de um bebê é introduzir e desenvolver habilidades no tempo certo. Uma lacuna no aprendizado e no desenvolvimento de uma criancinha é o que os educadores acreditam ser causa de muitos problemas de aprendizado e comportamento em casa e na escola. O tempo ideal é da maior importância. A criança deve ser educada com amor, gentileza e consistência. As atividades recomendadas devem ser administradas em horários apropriados ao longo do dia. Um horário pré-estabelecido é algo muito rígido e pode causar ansiedade na mãe, no bebê ou em ambos. A forma como uma mãe interage com seu filho é muito importante. Boa inflexão vocal com elogios, consistência sem pressionar, gentileza e amor irão permitir que seu filho cresça com uma atitude positiva em relação a si mesmo e ao seu ambiente. 

No programa 16 do “Margarita Noyes on Homeschooling” a Margarita falou rapidamente sobre os “lapbooks”, como são conhecidos nos EUA. São pastas ou fichários com recortes, desenhos, “mini livros” e dobraduras feitas com papéis coloridos; é um recurso muitíssimo usado pelas famílias de homeschoolers nos EUA. Um dos principais objetivos é ajudar a criança a compreender um conteúdo e a memorizar fatos e outros dados (nomes de presidentes, planetas do sistema solar, capitais e estados do país, etc). Com um lapbook uma criança pode organizar o seu conhecimento sobre determinado assunto ou sobre algum projeto que esteja desenvolvendo (como ocorre bastante nos projetos de Unit Study). Além disso, é uma boa forma de trabalhar a coordenação motora da criança e criar uma motivação maior para o aprendizado de algum tema (veja aqui um ótimo exemplo de um lapbook utilizado em um projeto de Unit Study sobre a Revolução Americana).

Uma vez tive um aluno que simplesmente não conseguia ficar parado ou calado enquanto eu estivesse explicando alguma coisa, a não ser quando ele ficava segurando ou manipulando algum objeto. Quando partíamos para a atividade prática ele se transformava: ficava extremamente concentrado e envolvido. Este aluno aprendia de uma forma mais sinestésica, ou seja, precisava se movimentar para conseguir apreender alguma coisa do conteúdo. Se na escola ele tivesse mais oportunidades de fazer atividades onde pudesse colocar as mãos na massa, como com um lapbook, com certeza seria um aluno exemplar, e não o desordeiro da turma. O lapbook é também uma maravilhosa ferramenta para crianças que têm um estilo de aprendizado mais visual, pois aprendem melhor se puderem contar com estímulos visuais, como tabelas, gráficos, desenhos, esquemas e resumos.

Existem várias formas de fazer um lapbook. Quando eu estive nos EUA e conheci a família Lacquement, Jeannine me mostrou os lapbooks da Niqui e da Hope, que eram bastante criativos e mais livres se comparados a outros que encontrei depois na internet.

Lapbooks da família Lacquement:

Lapbook sobre astronomiaLapbook sobre

Lapbook sobre os paísesLapbook sobre turismo

Se os pais ou professores tiverem algum conhecimento de arte e design podem ainda ensinar à criança diagramação, tipografia e composição. Esta miscelânea de habilidades e conteúdos para se aprender em uma mesma atividade é um dos grandes benefícios do homeschooling. Se os pais estiverem atentos poderão ensinar uma infinidade de coisas em um simples exercício, desde que consigam perceber e explorar as possibilidades.

Por fim, seguem algumas boas referências sobre lapbook, para quem ficou interessado e quer começar a colocar a ideia em prática:

Exemplos de lapbooks no Flickr:

http://www.flickr.com/photos/[email protected]/sets/72157607234305646/

http://www.flickr.com/photos/madhouseacademy/sets/

http://www.flickr.com/photos/prayingmother/collections/72157611111430811/

http://www.flickr.com/photos/[email protected]/collections/72157601906639826/

Outras dicas e orientações sobre lapbooks:

Lapbooking and Unit Study Themes (Fazendo lapbooks com temas de estudos integrados)

How to Plan a Lapbook (Como planejar um lapbook)

Minibook Gallery (exemplos de como fazer as dobraduras e recortes para o interior do lapbook e explicações sobre qual tipo de conteúdo pode ser melhor aprendido com cada tipo de dobradura).

Imagem de mãe e criança com livroEntrevista concedida pela Margarita Noyes ao Bruno Walter, do site Mídias e Modos:

Hora de homeschooling

homeschooling é uma prática americana que está crescendo em quase todas as nações do mundo. Homeschooling significa em nossa língua “escola em casa”. Na América, a prática é liberada em todos os 50 estados. No entanto, aqui no Brasil, o governo ainda faz vista grossa e tem medo de delegar aos pais uma liberdade que sempre foi deles, a de educar os próprios filhos.

Dos Estados Unidos, um depoimento exclusivo para o MÍDIAS E MODOS registra as reflexões de uma mãe americana sobre sua experiência em educar os quatro filhos em casa. Em um lar no subúrbio de Richmond, na Virginia, Michelle, Tiffany, Carlos e Tobias cresceram sem ter que ir a escola. Eles foram criados no conforto da família e chegaram ainda mais longe que um estudante comum poderia imaginar. Nós estamos falando dos Noyes, que, por conta da coragem de sua mãe, Margarita, transformaram o futuro de suas próximas gerações.

Margarita Noyes já é bem conhecida entre os brasileiros. Com um mestrado em ensino de inglês pela Columbia International University, ela leciona pela internet e também tem um programa de intercâmbio nos Estados Unidos, o qual recebe em sua própria casa muitos estudantes estrangeiros, incluindo do Brasil. Ultimamente o número de estudantes brasileiros que passam temporadas em sua casa tem crescido por conta do curso de inglês específico para estudantes de filosofia e pela proximidade com o filósofo Olavo de Carvalho.

Além disso, Margarita também ajuda os pais brasileiros que querem educar seus filhos em casa, assim como ela. Junto com a professora Mariana Discacciati, editora do site Educação de Crianças, o homeschooling já tem programa de rádio para os brasileiros, que é transmitido às quartas-feiras às 19h30. Os relatos e dúvidas dos pais brasileiros são enviados pelo e-mail [email protected] para serem comentados pela Margarita durante o programa. A tradução e organização são feitas pela Mariana, licenciada e bacharel em Belas Artes e professora de artes plásticas. “Recebo muitos e-mails de mães que querem saber como é que começa”, conta. O programa de rádio de Margarita Noyes e Mariana Discacciati é muito importante pela experiência pessoal de Margarita. Lá, os ouvintes podem ouvir muitas outras experiências da Margarita sobre homeschooling.

Para Mariana, o momento atual no Brasil está mais favorável para o homeschooling. “Desde que comecei a estudar isso em 2008, este é o momento que está sendo mais discutido e aparecendo na mídia de maneira mais favorável, o que não acontecia antes”. Porém, ainda é preciso dar o passo inicial no Brasil, assim como foi feito na América, partindo do zero. “Este é o único futuro que eu vejo para as crianças aqui que querem ter uma formação séria. Independente de ser regulamentado ou não, tem que ter firmeza neste ideal de educar os filhos em casa, de acreditar nesta proposta de educação”, lembra Mariana.

Continue a ler a entrevista no site Mídias e Modos.