Informações para pais e educadores
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“Making Manuscripts” é um vídeo muitíssimo bem produzido e mostra com riqueza de detalhes todas as etapas para produção de um manuscrito tal como era feito na Idade Média. Imaginem só como esse vídeo pode se desdobrar em um longo estudo centrado em História e que integre conteúdos de outras áreas de conhecimento, como Arte e Ciências. Isso é o que chamamos de “Unit Study”, ou seja, o estudo de um tema que abranja conteúdos de diversas áreas, envolvendo atividades práticas, passeios, leituras e pesquisas, entrevistas com especialistas, etc. É importante que os temas escolhidos sigam um fio condutor, algo que seja comum a todos. Na Educação Clássica a História é esse fio condutor e é o que organiza e relaciona o que se aprende dentro de uma progressão temporal. Portanto, quando a criança estiver estudando sobre Idade Média (principalmente em um contexto de educação domiciliar – homeschooling) seria o momento ideal para apresentar este vídeo sobre manuscritos!

O vídeo “Making Manuscripts” mostra:

– como produzir um pergaminho (pele de animal raspada e polida utilizada como suporte para escrita),

– como produzir penas para caligrafia,

– como produzir iluminuras e encadernações,

É impressionante ver todo o cuidado e minúcia empregados em todo o processo de fabricação do manuscrito: a produção do pergaminho, a caligrafia, a iluminura e a encadernação.

Fernando Capovilla (professor de Neuropsicologia da USP e especialista em distúrbios da comunicação e da linguagem) fala sobre a importância de se identificar a dislexia nos primeiros anos de vida da criança, sobre a eficácia do método fônico de alfabetização para preveni-la e dá dicas sobre como identificar este problema a partir de simples atividades lúdicas.

Mães que mimam seus filhos

6 de fevereiro de 2012 | Publicado por Mariana em Mensagem da Semana - (0 Comentário)

Por outro lado, é necessário tomar muitíssimo cuidado para que nosso afeto por alguém não nos torne pouco caridosos, ou até mesmo injustos, com outra pessoa. Existem inclusive casos em que nossas escolhas afetivas entram em conflito com a caridade em relação à própria pessoa de quem gostamos. Uma mãe extremosa, por exemplo, por causa de sua afeição natural, pode ser tentada a “mimar” o filho; ou seja, a dar vazão a seus impulsos afetivos à custa da verdadeira felicidade da criança mais tarde.

Cristianismo Puro e Simples – C. S. Lewis

Transcrição de um trecho de entrevista concedida por Olavo de Carvalho ao programa Tribuna Independente, da Rede Vida, transmitida em 7 de outubro de 2004.

Fotografia do filósofo Olavo de CarvalhoPergunta de telespectador: Qual a sua posição sobre a inclusão da filosofia no Ensino Médio?

Olavo de Carvalho: Filosofia não é para criança. Filosofia é uma atividade de reflexão que pressupõe a aquisição de um grande volume de informações. A filosofia começa realmente quando você tem o domínio de várias ciências, o domínio das artes, da religião, da história, etc. Na hora em que você quer formar uma noção de conjunto e quer encontrar o fundamento da cultura, aí sim surge a questão filosófica propriamente dita. Eu sinceramente não acredito em ensino de filosofia para criança. O que eles fazem é ensinar discussão ou fazer pregação política e chamam a isso de filosofia. Pergunto eu: havia crianças no grupo de Sócrates? Não, eram homens maduros, homens casados, pais de família, pessoas importantes.

A formação da inteligência humana passa por várias etapas que não podem ser trocadas. Uma criança até uns sete, oito anos vive de imaginação, vive num mundo fantástico. Não adianta você querer ensinar para ela a dura realidade, porque ela não vai aprender. Ela tem que formar a capacidade de fantasiar e de imaginar primeiro. Com isto ela vai descobrindo as coisas que no mundo a agradam e a desagradam, que a atraem e a repelem, vai formando isso no seu mundo imaginário que vai ser o seu mundo de sentimento. Então a educação da imaginação e do sentimento vem primeiro. Essa educação da imaginação e do sentimento é feita sobretudo por dois elementos, a arte e a religião. Então, se fosse possível, eu centraria a educação das crianças até uma certa idade nessas duas coisas.

A medida em que se forma o seu mundo imaginativo e sentimental você começa a fazer escolhas, e nessa hora você percebe que as suas escolhas divergem das escolhas das outras pessoas. Portanto você começa a discutir com as pessoas. Nesse momento você entra na idéia da participação na sociedade. Aí começa a educação social e política, mas só para quem já tem aquela base de sentimento e imaginação.

Depois que você já está participando da sociedade e tem aquele senso da polis, da organização, da sua responsabilidade social, etc; chega um dia em que você vê tantas opiniões circulando que você fica confuso no meio delas e daí você se pergunta: “Peraí, mas de todas as opiniões qual é a verdadeiramente certa?”. É só neste momento que pode entrar a filosofia. Quando você conhece o conjunto das opiniões em circulação. Aristóteles já dizia que a investigação de qualquer assunto na filosofia começa com você colecionando as opiniões predominantes e das pessoas que sabem as opiniões dos sábios. Só na hora que você souber a opinião de todos eles é que você será capaz de começar a formar uma idéia filosófica. Então o ensino da filosofia deveria começar entre os dezoito e vinte anos, quando a pessoa já tem idéia das correntes de opinião que existem na sociedade, quando ela conhece opiniões alheias e conhece tantas que já começa a ficar confusa. Nesta hora entra a filosofia. Filosofia é uma atividade de reflexão. Reflexão é uma digestão. Se você faz a digestão sem ter comida você ganha uma úlcera. A reflexão sem matéria prima e sem conhecimento positivo da religião, da ciência, da história, etc, é o mesmo que digerir o vazio. Assim se cria a mentalidade de um discutidor bobo, pois a coisa mais fácil do mundo é você contestar as coisas e fazer perguntas.

O papel espiritual da mãe

31 de janeiro de 2012 | Publicado por Mariana em Mensagem da Semana - (2 Comentários)

Mensagem do padre Paulo Ricardo com sábios conselhos para todas as mães.

Homeschooling e socialização

23 de janeiro de 2012 | Publicado por Mariana em Homeschooling - (6 Comentários)

fotografia de Margarita Noyes e Mariana DiscacciatiMargarita Noyes on Homeschooling

Nesta quarta-feira, dia 25 de janeiro, irá ao ar o sexto programa sobre Homeschooling no Blog Talk Radio. Respondendo a perguntas de ouvintes, o assunto do programa desta semana  será a socialização de crianças educadas em casa. Socialização é um dos primeiros “problemas” que costumam ser apontados quando se trata de homeschooling.

No programa desta semana Margarita Noyes irá falar porque as crianças educadas em casa são muito bem socializadas, ao contrário do que a maioria das pessoas contra o homeschooling parece pensar.