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Chesterton e os contos de fadas

9 de Abril de 2012 | Publicado por Mariana em Mensagem da Semana

Fotografia de G. K. ChestertonOutra característica igualmente comum e ainda mais essencial [aos contos de fada] é a grande idéia que repousa no coração da estória A bela e a fera e numa centena de contos semelhantes: a idéia de que ao amar uma coisa, ela se torna bela. Os contos de fadas nos advertem, acima de tudo, para ficarmos alertas com os disfarces que as coisas possam ter, e para olhar para todo o exterior feio e repelente com esperança e divina desconfiança. Das trevas de uma época mais antiga do que a mais antiga das crônicas nos chegam estórias como Cinderela e A bela e a fera, um sermão contra o esnobismo que poderia ter sido pregado por Thackeray.

Mas todos esses sólidos fragmentos de moralidade primitiva são secundários diante do grande espírito moral que é o próprio cerne dos contos de fadas. Tal espírito é o princípio que aparece e reaparece em milhares de estórias folclóricas, de que nada pode causar mal ao homem a menos que ele o tema. Talvez em nenhum outro período da história da civilização tenhamos tido tanta necessidade de evocar a ética da antiga luta entre João contra o gigante, do pequeno contra o gigantesco.

A Ética do Reino Encantado (em “The Chesterton Review – Chesterton e os contos de fadas”) – G. K. Chesterton

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