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Aumentar o talento na infância

24 de abril de 2012 | Publicado por Mariana em Mensagem da Semana

Segundo o Dr. Joseph Hunt, professor de psicologia na Universidade de Illinois, 20% dos constitutivos básicos do talento se desenvolveriam no primeiro ano de vida e talvez 50% antes dos quatro anos.

Estes constitutivos dependem diretamente da atenção da criança: inicialmente atenção receptora do que vê, ouve, toca; depois, atenção criadora que organiza estes conhecimentos e tira deles novas informações e conseqüências.

O cérebro humano é como uma máquina computadora. Desde que a criança nasce, vão chegando ao seu cérebro sensações isoladas, nos primeiros meses, através da vista, do ouvido e do tato. A seguir, as sensações se tornam mais complexas, sempre com relação aos mesmos três sentidos: começa a criança a ter noção de forma, volume, peso, quantidade. Quando mais tarde, ao ouvir o guizo que caiu, o nenê chora porque o quer de volta, então já notamos o progresso: possui já a imagem mental do objeto. Quando conseguir nomeá-lo, poderá continuar mandando informação a seu computador não só pelo que vê e toca, mas também pelo que lhe dizem. Quanto mais completa e precisa tiver sido esta informação (uma vez que a atenção da criança foi mais perfeita), tanto mais capacitada estará para utilizar estes dados em ordem a obter um objetivo ou resolver um problema.

Em última análise, a inteligência seria a capacidade de mandar informação precisa ao cérebro, elaborá-la e utilizá-la devidamente.

Se os educadores derem à criança suficiente variedade de coisas para ver, tocar e ouvir, com tranqüilidade, prazer e nitidez, estarão enriquecendo-a com valiosa informação. Se, além disto, a iniciam no modo de utilizar esta informação, com suficiente liberdade para movimentar-se, pegar, manejar, experimentar e ver os resultados, ou procurar novos caminhos, estão aumentando seu quociente de inteligência; aumentos de 15 unidades em um ano, e até de 20, já se verificaram em crianças de 3 e 4 anos em vários centros dos Estados Unidos. Os mesmos resultados se conseguem quando têm iniciativa e podem decidir e suas decisões são discutidas. Pelo contrário, este progresso diminui quando os educadores suprimem toda discussão, impondo sua autoridade discricionariamente; também prejudica o progresso a excessiva tolerância, que anula a boa ordem e a disciplina.

Eficiência sem Fadiga – Narciso Irala

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